AY YOLA e a espiritualidade basquire: Tengri, Homay e as antigas crenças dos Urais

Quando Homay começou a circular fora do Bascortostão, muita gente conheceu o AY YOLA como uma banda de folk eletrônico da Rússia. A definição é geograficamente correta, mas incompleta. O trio vem de Ufa, capital de uma república marcada por língua, mitologia e tradições basquires próprias.

Os basquires são um povo túrquico historicamente ligado aos Urais meridionais. Sua identidade cultural se desenvolveu em contato com diferentes populações das estepes e da Ásia Interior, preservando elementos linguísticos, musicais e mitológicos que antecedem tanto a formação da Rússia moderna quanto a consolidação do Islã na região.

🎶 A música do AY YOLA nasce justamente desse encontro entre passado e presente. Elementos eletrônicos convivem com instrumentos tradicionais, especialmente o quray, enquanto as letras recuperam personagens e episódios do épico Ural-Batyr, uma das narrativas fundamentais da tradição oral basquire.

O grupo não utiliza esse material apenas como decoração folclórica. Suas músicas transformam antigas narrativas em linguagem contemporânea, permitindo que personagens como Homay, Ural, Shulgan, Samrau e Akbuzat circulem novamente entre pessoas que talvez nunca tivessem contato com o épico por meio de livros ou estudos acadêmicos.

Por trás dessas personagens existe uma cosmologia na qual céu, Terra, água, montanhas, ancestrais e forças invisíveis participam de uma mesma ordem. Antes da predominância islâmica, diferentes povos túrquicos organizavam sua espiritualidade por meio de relações com o território, os ciclos naturais e aquilo que entendiam como presenças espirituais.

🌿 Essas crenças não desapareceram completamente após a islamização. Como ocorreu em muitos processos de conversão religiosa, antigos símbolos, ritos e lugares sagrados foram reinterpretados, incorporados ou preservados em práticas populares. A nova religião mudou a linguagem, mas não eliminou totalmente a memória espiritual anterior.

É nesse ponto que o AY YOLA se torna interessante para além da música. O projeto devolve visibilidade a uma visão de mundo em que tradição significa mais do que repetição: envolve transmissão de conhecimento, memória coletiva e maneiras específicas de compreender a relação entre indivíduo, natureza e cosmos.

Para uma perspectiva bruxa contemporânea, essa estrutura pode soar familiar. Não porque as crenças basquires sejam “bruxaria”, mas porque existe uma aproximação na forma de compreender o sagrado: natureza como presença, ancestralidade como memória viva, território como parte da experiência espiritual e consciência como elemento central de interpretação.


Quem está por trás do AY YOLA

O AY YOLA é formado por três músicos de trajetórias bastante diferentes: Adel Shaikhitdinova, Ruslan Shaikhitdinov e Rinat Ramazanov. Essa diversidade não aparece apenas nos instrumentos ou nas vozes, mas na maneira como cada integrante aproxima tradição, pesquisa cultural e música contemporânea dentro do mesmo projeto.

🎶 Ruslan Shaikhitdinov, também conhecido como DJ Ruslan Sever, nasceu em Ufa em 1974 e construiu sua trajetória principalmente na música eletrônica, produção e engenharia de som. Antes do AY YOLA, já trabalhava havia décadas com esse universo, o que ajuda a explicar por que a eletrônica do grupo não funciona como simples ornamentação moderna.

Sua relação musical com Adel também antecede a banda. Pai e filha desenvolvem projetos juntos desde que ela era criança, incluindo o projeto Musume. Segundo Ruslan, essa parceria já existia havia aproximadamente quinze anos quando o AY YOLA surgiu, fazendo da relação familiar parte importante da formação sonora do trio.

🌟 Adel Shaikhitdinova, nascida em Ufa em 2000, representa outra geração. É vocalista, compositora e instrumentista, atuando também com guitarra e dombra. Sua presença em Homay ganhou importância porque ela não apenas interpretou a música: relatou ter lido o épico para compreender melhor a personagem antes de regravar sua parte vocal.

🪈 Rinat Ramazanov, nascido em Meleuz em 1986, traz ao grupo a ligação mais direta com a música tradicional basquire. É multi-instrumentista, cantor e intérprete de quray, além de ter longa experiência com música étnica e com o grupo Argymak. Ele próprio resume a formação do AY YOLA como o encontro entre a eletrônica de Ruslan, sua experiência com música étnica e a trajetória vocal de Adel.

Essa composição também cria um diálogo geracional pouco comum: Ruslan tem 52 anos, Rinat 39 e Adel 26 em 2026. Mais do que uma curiosidade biográfica, essa diferença ajuda a compreender o projeto como uma ponte real entre experiências musicais formadas em momentos distintos, reunidas em torno da mesma memória cultural.

O AY YOLA nasce, portanto, menos como uma banda construída ao redor de uma tendência e mais como o encontro entre três especialidades complementares. A tradição não aparece separada da inovação: ela passa justamente pelas pessoas capazes de traduzi-la para outra linguagem sem retirar dela sua origem.


Quem são os basquires e de onde vem sua espiritualidade

Os basquires são um povo túrquico historicamente estabelecido nos Urais meridionais, principalmente na atual República do Bascortostão, dentro da Federação Russa. Sua língua pertence ao ramo quipchaco das línguas túrquicas, aproximando-os linguisticamente de tártaros e cazaques, embora sua identidade cultural tenha características próprias.

Durante séculos, comunidades basquires organizaram parte importante de sua vida em torno do pastoreio, da criação de cavalos, da caça, da apicultura e da relação direta com rios, florestas e montanhas. Esse território não tinha apenas função econômica: também participava da maneira como o mundo espiritual era compreendido.

🌿 Antes da consolidação do Islã entre os basquires, sua espiritualidade fazia parte de um universo túrquico mais amplo, no qual Tengri ocupava posição central, acompanhado por forças ligadas à Terra, à água, aos ancestrais e aos lugares naturais. Pesquisadores descrevem esse sistema como complexo e cosmologicamente estruturado.

O termo tengrismo é utilizado atualmente para reunir parte dessas antigas concepções, embora os próprios povos antigos provavelmente não utilizassem uma palavra única para definir sua religião. Diferentemente das tradições organizadas em torno de escrituras e instituições centrais, esses conhecimentos foram transmitidos principalmente por oralidade, costumes, narrativas e práticas rituais.

⛰️ Montanhas, fontes, árvores, cavernas e determinados lugares podiam ser compreendidos como espaços de presença espiritual. A sacralidade não dependia necessariamente da construção de um templo: estava relacionada ao próprio território e às forças consideradas atuantes nele, criando uma espiritualidade inseparável da geografia vivida pelas comunidades.

A islamização dos basquires aconteceu gradualmente ao longo de séculos e transformou profundamente sua cultura religiosa. Atualmente, o Islã sunita é predominante entre eles. Entretanto, evidências etnográficas mostram que práticas e objetos associados a crenças pré-islâmicas continuaram coexistindo, em diferentes momentos, com elementos claramente islâmicos.

Esse processo não deve ser entendido simplesmente como sobrevivência intacta de uma antiga religião. O que ocorreu foi uma transformação: determinadas crenças receberam novas explicações, lugares anteriormente sagrados foram reinterpretados e elementos mais antigos permaneceram dentro do folclore, da memória coletiva e da chamada religiosidade vivida.

Compreender essa sobreposição é essencial para entrar no universo apresentado pelo AY YOLA. Quando a banda recupera Ural-Batyr, Homay e antigos símbolos basquires, não está evocando uma cultura congelada no passado, mas diferentes camadas históricas de uma tradição que atravessou mudanças religiosas sem perder completamente sua antiga relação com cosmos, território e ancestralidade.


Tengri, Terra, Água, ancestrais e os três mundos

Para compreender a antiga cosmologia basquire, é preciso abandonar a ideia de religião como algo separado da paisagem. Céu, Terra, água, montanhas, animais, ancestrais e presenças invisíveis formavam uma mesma ordem, na qual o ser humano não ocupava posição isolada, mas participava de relações espirituais contínuas.

☀️ Tengri aparece nas antigas tradições túrquicas associado ao Céu e à ordem superior do cosmos. Mais do que um “deus celeste” comparável diretamente às divindades ocidentais, representava uma dimensão de equilíbrio, destino e organização, diante da qual governantes e comunidades precisavam reconhecer limites e responsabilidades.

Ao lado do Céu estava a Terra. Em diferentes cosmologias túrquicas, aparece a noção de Yer-Su, expressão relacionada à Terra e às águas. O território não era percebido somente como propriedade ou recurso: rios, montanhas, florestas e fontes podiam possuir presença espiritual e exigir determinadas formas de respeito.

💧 A água ocupava posição especialmente importante como fonte de vida, cura, passagem e transformação. Essa linguagem também aparece em Ural-Batyr, no qual a busca pela Água da Vida conduz a uma questão maior: possuir acesso a uma força extraordinária não significa que ela deva servir exclusivamente ao indivíduo.

⛰️ As montanhas dos Urais também possuem importância simbólica. Lugares elevados podiam funcionar como pontos de conexão entre diferentes dimensões da existência. Algumas tradições registram montanhas consideradas sagradas, oferendas, estruturas de pedras e práticas realizadas antes de entrar em determinados territórios, reconhecendo uma presença ligada ao lugar.

A cosmologia preservada em narrativas basquires também apresenta uma divisão entre mundo superior, mundo intermediário e mundo inferior. O primeiro relaciona-se às forças celestes; o segundo, à experiência humana; e o terceiro, a regiões subterrâneas, aquáticas e a diferentes entidades. Esses planos aparecem claramente no universo de Ural-Batyr.

🌌 Personagens como Homay, Samrau, Ural e Shulgan circulam dentro dessa estrutura. Homay pertence ao universo luminoso associado a Samrau, enquanto Shulgan torna-se relacionado às profundezas e às águas. Akbuzat, o cavalo alado, atravessa céu e água, funcionando simbolicamente como mediador entre diferentes mundos.

A ancestralidade completa essa arquitetura espiritual. Conhecimentos sobre território, comportamento, ritos e relações com o invisível eram transmitidos principalmente pela oralidade. Nesse contexto, tradição não significava conservar o passado por nostalgia, mas preservar conhecimentos considerados necessários para viver de maneira equilibrada dentro de uma realidade maior.


Ural-Batyr, Homay e AY YOLA: mito como ensinamento

O centro simbólico do AY YOLA está em Ural-Batyr, épico basquire preservado pela tradição oral e posteriormente registrado por escrito. A obra reúne aventura, cosmologia e ética, acompanhando personagens que atravessam diferentes mundos enquanto enfrentam questões sobre morte, poder, responsabilidade, escolha e relação com a coletividade.

🌟 Homay ocupa uma posição importante nessa narrativa. Filha de Samrau, senhor do reino celeste das aves, ela está associada à luz, à sabedoria e à orientação. Sua função não é apenas romântica: Homay entrega a Ural recursos fundamentais para sua jornada, incluindo o cavalo alado Akbuzat.

Akbuzat também possui forte dimensão simbólica. Capaz de atravessar céu e água, ele funciona como mediador entre diferentes planos da realidade. Em uma leitura contemporânea, representa a possibilidade de deslocamento entre estados de consciência, sem que isso precise ser confundido com a interpretação original do mito.

⚔️ Ural e Shulgan apresentam dois caminhos diante do poder. Ural enfrenta provas e direciona sua força para proteção e equilíbrio, enquanto Shulgan busca atalhos e se aproxima de forças associadas ao mundo inferior. O contraste entre os irmãos transforma o épico em uma reflexão sobre caráter e responsabilidade.

💧 A Água da Vida é talvez um dos símbolos mais importantes da obra. Ural parte em busca dela para vencer a morte, mas a narrativa desloca o sentido da imortalidade. O poder encontrado deixa de ser apenas uma conquista pessoal e passa a representar aquilo que pode beneficiar a Terra e o coletivo.

Esse ponto aproxima o épico de uma ética espiritual bastante clara: possuir poder não significa necessariamente utilizá-lo em benefício próprio. A verdadeira permanência pode estar naquilo que uma pessoa deixa para os outros, na proteção oferecida à comunidade e nos conhecimentos transmitidos depois de sua morte.

🎶 É justamente essa dimensão que o AY YOLA recupera musicalmente. O grupo não tenta reconstruir de forma arqueológica uma música basquire antiga, mas utiliza eletrônica, canto, instrumentos tradicionais e língua basquire para fazer com que personagens e ensinamentos do épico voltem a circular no presente.

A força do projeto está nessa continuidade. Ural-Batyr deixa de ser apenas patrimônio registrado e volta a funcionar como narrativa viva. Ao atravessar novos formatos, o mito mantém sua função mais antiga: transmitir imagens capazes de organizar perguntas sobre poder, consciência, responsabilidade, ancestralidade e sentido da própria existência.


O que essa tradição tem em comum com a bruxaria — e o que não tem

Comparar antigas crenças basquires com a bruxaria contemporânea exige cuidado. Não se trata de chamar a espiritualidade basquire de “bruxaria”, porque ela pertence a outra história e a outra matriz cultural. A aproximação aparece principalmente na forma de compreender natureza, consciência, ancestralidade e forças invisíveis.

🌿 Em ambos os casos, a natureza não funciona apenas como cenário. Montanhas, rios, árvores, animais e mudanças sazonais podem participar da experiência espiritual. O sagrado não precisa estar concentrado em um templo, mas pode ser percebido no próprio território e nas relações construídas com ele.

🔥 O fogo também ocupa uma função semelhante. Em diferentes tradições basquires e túrquicas, aparece ligado à proteção, purificação e transformação. Na bruxaria contemporânea, velas e fogueiras possuem sentidos parecidos: concentram intenção, marcam encerramentos, fortalecem ritos e simbolizam mudanças que não acontecem apenas no plano material.

💧 A água representa vida, cura, passagem e renovação. No Ural-Batyr, a Água da Vida possui dimensão ética, porque seu poder não é tratado apenas como benefício individual. Em muitas práticas de bruxaria, a água também aparece como elemento de limpeza, memória, intuição e transformação emocional.

🪶 A ancestralidade forma outro ponto de contato. Entre os basquires, conhecimento, mito e orientação eram transmitidos principalmente pela oralidade. Na bruxaria, trabalhar com ancestralidade também pode significar reconhecer aquilo que foi herdado, decidir o que merece continuidade e compreender quais padrões precisam ser transformados.

A aproximação mais importante talvez esteja na consciência. Um rito, um instrumento ou um símbolo não precisa possuir poder isoladamente. Ele organiza atenção e intenção. A mesma chama pode aquecer ou destruir; a mesma palavra pode curar ou manipular. A ética depende de quem utiliza aquilo que conhece.

🌙 Também existe uma familiaridade na percepção cíclica da vida. Os basquires não possuíam a Roda do Ano wiccana, mas sociedades ligadas ao pastoreio, às colheitas e ao território necessariamente observavam períodos de nascimento, crescimento, abundância, escassez, morte e renovação.

A comparação termina justamente aí. As tradições não são iguais e não precisam ser. O ponto mais relevante é perceber que diferentes povos desenvolveram formas semelhantes de compreender uma questão antiga: como viver em relação com a Terra, com aquilo que veio antes de nós e com forças que ultrapassam o indivíduo.


Quando os nomes mudam, mas o sagrado permanece

A história religiosa dos basquires mostra que uma cosmologia não desaparece necessariamente quando outra tradição se torna predominante. Símbolos, lugares, narrativas e práticas podem receber novos significados, enquanto estruturas mais antigas permanecem vivas na memória coletiva, na oralidade, nos costumes e na relação com o território.

Esse processo ajuda a compreender por que antigas crenças túrquicas continuam despertando interesse mesmo em um contexto majoritariamente islâmico. A religião institucional pode reorganizar a linguagem do sagrado, mas não elimina facilmente vínculos construídos durante séculos entre pessoas, montanhas, rios, ancestrais, animais e histórias transmitidas entre gerações.

🎶 O AY YOLA se insere justamente nesse movimento de continuidade. Ao transformar Ural-Batyr em música contemporânea, o grupo não tenta devolver o passado de forma intacta, mas permite que antigas imagens voltem a circular, agora por meio da eletrônica, da voz, do quray e de uma estética global.

Essa atualização não diminui o mito. Pelo contrário, mostra uma de suas funções mais antigas: permanecer compreensível mesmo quando o mundo ao redor muda. Ural, Homay, Shulgan e Akbuzat continuam relevantes porque representam questões humanas permanentes sobre responsabilidade, poder, escolha, ancestralidade, transformação e relação com aquilo que ultrapassa o indivíduo.

🌿 Para uma perspectiva bruxa contemporânea, o ponto de aproximação está justamente nessa compreensão de que espiritualidade não precisa estar separada da experiência cotidiana. Terra, água, fogo, memória, território e consciência podem funcionar como caminhos de percepção, desde que suas diferenças culturais sejam respeitadas e não reduzidas a uma tradição única.

Também existe uma lição importante na maneira como essas cosmologias sobreviveram. Preservar uma tradição não significa impedir mudanças, assim como transformar não precisa significar apagar. Muitas práticas continuam existindo porque aprenderam a atravessar novas religiões, novas linguagens e novos contextos sem perder completamente aquilo que lhes dava sentido.

✨ Talvez seja essa a principal contribuição de conhecer tradições diferentes: perceber que muitas culturas desenvolveram, por caminhos próprios, perguntas semelhantes sobre vida, morte, natureza e consciência. As respostas variam, mas a necessidade de compreender o lugar humano dentro de algo maior permanece atravessando diferentes épocas.

Para continuar explorando temas ligados à bruxaria, ancestralidade, mitologia, consciência, ciclos naturais e diferentes formas de relação com o sagrado, outros artigos estão disponíveis no Universos da Bru, sempre com uma abordagem informativa, simbólica e aberta à investigação.


Brunna Melo — Estratégia com alma, palavra com presença

Brunna Melo é estrategista de conteúdo, revisora, copywriter e guardiã de narrativas que curam. Atuou por uma década na educação pública, onde aprendeu, na prática, que toda comunicação começa com escuta. Sua trajetória une técnica e intuição, método e magia, estrutura e sensibilidade.

Formada em Relações Internacionais, mas também com formação técnica em Recursos Humanos e Secretariado, Brunna carrega ainda em seu percurso a pós-graduação em Diplomacia e Políticas Públicas e cursa a licenciatura em Psicopedagogia. Dos 16 aos 26 anos trabalhou na rede pública de Itapevi, onde desenvolveu um olhar atento às subjetividades, à inclusão e à palavra como ferramenta de transformação. Em 2019, realizou intercâmbio em Montreal, no Canadá, onde consolidou sua fluência em francês, inglês e espanhol, ampliando sua visão multicultural e espiritual.

Hoje, Brunna integra SEO técnico, copywriting consciente e comunicação simbólica para marcas e pessoas que desejam crescer com base, respeitando o tempo de quem lê e a verdade de quem escreve. Atua em projetos nacionais e internacionais com foco em posicionamento estratégico, revisão acadêmica, produção de conteúdo e construção de autoridade orgânica com profundidade e coerência.

Mas sua atuação vai além da técnica. Brunna é bruxa de alma antiga, com forte ligação à ancestralidade, aos ciclos e à linguagem como portal. Sua escrita é ritualística, sua presença é intuitiva e seu trabalho parte do princípio de que comunicar é também cuidar — é criar campos de confiança, abrir espaço para o sagrado e firmar digitalmente o que o corpo muitas vezes não sabe nomear.

Mãe, mulher neurodivergente, educadora e artista, Brunna transforma vivências em matéria-prima para narrativas com sentido. Seus textos não são apenas bonitos — são precisos, respeitosos, vivos. Acredita que conteúdo de verdade não serve só para engajar, mas para construir pontes, evocar arquétipos, gerar impacto real e deixar legado.

Atualmente, colabora com agências e marcas que valorizam conteúdo com presença, estratégia com alma e comunicação como campo de cura. E continua firmando um só compromisso: que toda palavra escrita esteja a serviço de algo maior.


Descubra mais sobre Universos da Bru

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

3.851 cliques

Sou Brunna

Bem-vindo ao meu espaço, onde compartilho reflexões sobre espiritualidade, relações internacionais e jogos de poder em diversas camadas da sociedade.

Falo também sobre escrita, SEO, AEO, GEO, EEAT, estratégia de conteúdo e a potência das narrativas que transformam.

Aqui, divido minha trajetória como estrategista e redatora SEO, mas também como mãe, educadora no ensino infantil e mulher em constante processo de autoconhecimento.

Acredito que escrever é mais do que comunicar: é criar presença, gerar impacto e registrar-se no tempo.

Te convido a acompanhar meus conteúdos e, quem sabe, encontrar aqui inspiração para construir a sua própria voz com autenticidade e propósito.

Let’s connect

POV: voce é assinante anual Universos no Substack
Brunna Aarão de Melo, Brunna Melo, SEO, AEO, Marketing Digital, Espiritualidade, Propósito, Amor Próprio, Narcisismo, Palavra Cantada.
setembro 2026
D S T Q Q S S
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  

Contacte-me

← Voltar

Agradecemos pela sua resposta. ✨

Apoie também: