Uma Análise Crítica sobre Capacitismo, Narcisismo e a Responsabilidade da Indústria Cultural na Saúde Mental
Nos últimos anos, o debate sobre saúde mental vem ganhando espaço na esfera pública, nas redes sociais e, de maneira crescente, na produção cultural. No entanto, essa expansão do discurso nem sempre acontece de forma ética, responsável ou tecnicamente embasada. Na tentativa de transformar sofrimento psíquico em narrativa, muitos artistas, roteiristas e compositores acabam, de maneira consciente ou não, colaborando para a disseminação de estigmas, desinformação e distorções graves sobre transtornos mentais.
O cenário da música sertaneja, assim como outros gêneros populares, não está isento desse problema. A análise da canção “Narcisista”, de Maiara & Maraisa, traz à tona discussões urgentes sobre como transtornos e comportamentos complexos são reduzidos a rótulos superficiais, xingamentos e metáforas equivocadas. A letra da música não apenas deturpa completamente conceitos da psicologia, como também reforça preconceitos sobre temas sensíveis, transformando transtornos em armas simbólicas para narrativas de dor, mágoa ou revanche amorosa.
Termos como “narcisista”, “louco” e expressões como “não sei se te termino ou te interno” não são apenas escolhas poéticas questionáveis. Eles carregam peso simbólico, social e psicológico, e quando mal utilizados, contribuem para a marginalização de pessoas que convivem com transtornos reais. Além disso, ao associar de forma equivocada o narcisismo à ideia de múltiplas personalidades, a música promove desinformação direta sobre dois quadros distintos: o Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN) e o Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI), que possuem características clínicas, causas e manifestações absolutamente diferentes.
Esse fenômeno não se restringe a uma única obra. É possível observar uma sequência de produções culturais — como as músicas “Borderline”, “Bipolar” — que seguem o mesmo padrão: transformar sofrimento psíquico em piada, em narrativa de vingança, em espetáculo público, sem qualquer compromisso ético com a responsabilidade social que a comunicação carrega.
Diante desse contexto, este artigo se propõe a realizar uma análise crítica e técnica sobre como a indústria da música, ao se apropriar de conceitos da psicologia de forma irresponsável, não apenas contribui para a perpetuação de estigmas, como também compromete avanços fundamentais na luta por uma cultura de saúde mental baseada em informação, acolhimento e dignidade.
1. Capacitismo Disfarçado de Música: Quando Entretenimento Adoece Mais do que Informa
A produção cultural, especialmente no universo da música popular, tem um papel ativo na formação do imaginário coletivo sobre temas sociais, emocionais e psicológicos. No entanto, quando essa produção se apropria de conceitos ligados à saúde mental sem o devido rigor técnico, ela deixa de cumprir uma função educativa ou de conscientização e passa a operar como veículo de desinformação, reforço de estigmas e perpetuação de preconceitos historicamente estruturados.
A utilização leviana de termos como “louco”, “narcisista”, “bipolar” ou “borderline” não é inofensiva. Trata-se de um exemplo claro de capacitismo, ou seja, de uma forma de discriminação contra pessoas que possuem transtornos mentais, psíquicos ou neurodivergências. Esse tipo de discurso, quando disfarçado de humor, desabafo ou expressão artística, não apenas normaliza a violência simbólica, como também legitima a visão equivocada de que transtornos são características de mau-caráter, de fraqueza ou de comportamentos tóxicos.
A letra da música “Narcisista” deixa isso evidente quando faz afirmações como “Não sei se eu termino ou se te interno. Seu louco.” Esta frase não pode ser analisada apenas no campo da metáfora romântica. Ela reflete uma visão patologizante da saúde mental, onde a internação psiquiátrica é tratada como punição, humilhação ou ameaça — ignorando completamente o sofrimento real, as complexidades dos transtornos e os desafios enfrentados por quem vive essas condições.
O problema não está apenas na escolha de palavras isoladas, mas no contexto em que são usadas, na maneira como a dor psíquica é convertida em espetáculo e na total ausência de responsabilidade ética. Esse tipo de narrativa molda percepções sociais, reforça estereótipos e impacta diretamente a vida de pessoas que já enfrentam diariamente preconceitos institucionais, sociais e relacionais em função de seus diagnósticos ou condições emocionais.
Ao transformar transtornos em adjetivos pejorativos e metáforas para traição, instabilidade ou perversidade, a indústria musical não só contribui para o adoecimento coletivo, como também desvaloriza décadas de luta dos movimentos de saúde mental, das comunidades neurodivergentes e dos profissionais que atuam pela desconstrução desses estigmas.
2. Narcisismo Não É Xingamento: a deturpação de conceitos psicológicos na indústria cultural
O termo “narcisista” se popularizou nas últimas décadas, especialmente nas redes sociais e na cultura pop, sendo frequentemente utilizado como sinônimo de abuso emocional, traição, egoísmo ou frieza afetiva. No entanto, essa apropriação popular distorce completamente a definição técnica e clínica do Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN), que é um quadro psicológico complexo, estruturado e profundamente relacionado à história de desenvolvimento emocional, aos traços de personalidade e às feridas de apego do indivíduo.
Na música “Narcisista”, o termo não aparece como um conceito clínico, nem como uma leitura simbólica profunda. Ele surge como uma tentativa de rotular um comportamento relacional disfuncional, associado à infidelidade, à manipulação e à falta de compromisso afetivo. Essa redução do conceito é extremamente problemática porque desumaniza tanto quem possui o transtorno quanto quem convive com ele, além de esvaziar a possibilidade de uma compreensão mais ampla sobre as dinâmicas emocionais que envolvem relações afetivas complexas.
É importante compreender que o narcisismo, enquanto transtorno, não é simplesmente um traço de maldade ou frieza. Trata-se de um padrão de funcionamento psíquico que se estrutura, na maioria dos casos, como uma defesa contra feridas emocionais profundas, especialmente ligadas à falta de validação, ao espelhamento emocional inadequado e às experiências precoces de negligência afetiva. Pessoas com TPN não são vilãs de uma narrativa romântica. São indivíduos que vivem em ciclos de idealização, desvalorização e desconexão afetiva, tanto consigo quanto com os outros, muitas vezes de forma inconsciente e extremamente dolorosa.
Reduzir esse conceito a um xingamento não apenas prejudica a compreensão social sobre o transtorno, como também compromete o avanço das discussões sobre saúde mental. Além disso, promove uma falsa sensação de diagnóstico público, onde qualquer pessoa que manifeste comportamentos de descompasso relacional, imaturidade emocional ou atitudes defensivas é automaticamente rotulada como “narcisista” — sem qualquer critério técnico, clínico ou ético.
A indústria cultural, ao perpetuar esse tipo de narrativa, não só banaliza o sofrimento psíquico, como também dificulta o acesso das pessoas à informação de qualidade, ao acolhimento e, consequentemente, ao cuidado emocional e psicológico real, empático e transformador.
3. A desinformação como produto: o lucro em cima do sofrimento psíquico
Quando analisamos a recorrência de letras que se apropriam de termos como narcisista, borderline, bipolar e outros diagnósticos psiquiátricos, é impossível ignorar que essa não é uma ocorrência isolada ou acidental. Trata-se de um padrão estrutural, uma escolha consciente da indústria cultural, que percebe no sofrimento psíquico um recurso estético, narrativo e comercial altamente rentável. A dor, quando transformada em espetáculo, movimenta audiência, engajamento, viralização e, consequentemente, lucro.
A superficialização desses temas não ocorre apenas pela ignorância dos autores ou pela falta de rigor conceitual. Ela é, na verdade, uma estratégia narrativa que simplifica assuntos complexos para torná-los consumíveis, digeríveis e reproduzíveis em massa. A consequência disso é a consolidação de uma cultura que não só falha em promover educação emocional, mas que, ativamente, promove a desinformação.
O problema se agrava quando consideramos que a saúde mental já é um campo profundamente atravessado por estigmas históricos, medicalização excessiva, falta de acesso a tratamentos adequados e desinformação crônica. Ao transformar termos técnicos em adjetivos depreciativos, a música não apenas reproduz preconceitos, mas também atua como vetor de manutenção da ignorância coletiva sobre temas que exigem responsabilidade social, sensibilidade e rigor ético.
O uso banalizado de diagnósticos como xingamento também contribui para um fenômeno ainda mais danoso: a automedicalização da linguagem. Expressões como “fulano é narcisista”, “ciclano é borderline”, ou “essa pessoa é bipolar” circulam nas redes, nas conversas e, agora, nas músicas, como se fossem diagnósticos clínicos legítimos, realizados por profissionais capacitados. Isso não apenas distorce a compreensão dos transtornos, mas também perpetua ciclos de violência simbólica, reforçando o capacitismo e a marginalização das pessoas que, de fato, vivem essas condições.
Nesse contexto, a desinformação se torna, literalmente, um produto. Um produto que não apenas adoece, mas que lucra em cima do adoecimento coletivo, naturalizando a patologização da subjetividade e a espetacularização da dor.
4. As implicações éticas da comunicação na cultura de massa
A comunicação, especialmente quando realizada em escala de massa, carrega consigo uma responsabilidade ética inegociável. Cada palavra, cada narrativa, cada escolha estética e simbólica tem o potencial de moldar percepções, construir imaginários coletivos e impactar diretamente o tecido social. Quando artistas, produtores e roteiristas optam por utilizar transtornos mentais como recurso narrativo — especialmente de forma equivocada, rasa e pejorativa —, eles não estão apenas escrevendo músicas. Estão, de fato, participando da construção (ou da desconstrução) do modo como a sociedade enxerga a saúde mental.
O impacto desse tipo de comunicação ultrapassa os limites do entretenimento. Ele reverbera nas relações, nas políticas públicas, no acesso aos cuidados, na formação de preconceitos institucionais e até nas práticas clínicas. Quando a cultura popular associa, reiteradamente, transtornos mentais à traição, à instabilidade, ao desvio moral ou à maldade, ela não apenas reforça estereótipos — ela dificulta processos terapêuticos, aprofunda o isolamento social de quem vive essas realidades e valida discursos de exclusão.
Existe, portanto, uma linha ética que não pode ser ignorada. O direito à liberdade artística e de expressão não pode — e não deve — ser utilizado como justificativa para a perpetuação de narrativas que reforçam opressões, preconceitos e violências simbólicas. A arte tem o poder de informar, sensibilizar, educar e transformar. E quando esse poder é negligenciado, ela também se torna uma arma. Uma arma que não fere corpos, mas fere psiquês, subjetividades, identidades e trajetórias de vida.
As implicações éticas desse fenômeno não se restringem ao campo da música. Elas estão presentes na publicidade, no cinema, nas redes sociais e em qualquer espaço onde a linguagem se torne veículo de significado. É, portanto, uma urgência coletiva repensar não apenas o que se comunica, mas como se comunica — e quais são as responsabilidades simbólicas, emocionais e sociais que cada palavra carrega.
5. A cultura do diagnóstico público e seus impactos na subjetividade coletiva
Nos últimos anos, as redes sociais, aliadas à produção cultural de massa, vêm estimulando um fenômeno preocupante: a cultura do diagnóstico público. Termos técnicos, originalmente restritos ao ambiente clínico e científico, foram apropriados pela linguagem popular e transformados em rótulos cotidianos, muitas vezes destituídos de seu significado real, técnico e científico. Essa dinâmica cria uma falsa sensação de domínio sobre conceitos complexos da psicologia, promovendo julgamentos apressados, diagnósticos leigos e interpretações rasas de comportamentos humanos.
Quando músicas como “Narcisista” utilizam conceitos psiquiátricos de maneira distorcida, elas não apenas reproduzem esse movimento — elas o validam, amplificam e normalizam. A confusão gerada entre transtorno, traço de personalidade, comportamento disfuncional e caráter não é uma mera questão semântica. Trata-se de um problema que afeta diretamente a saúde das relações, o entendimento coletivo sobre saúde mental e, principalmente, a forma como indivíduos neurodivergentes ou com transtornos psicológicos são percebidos, tratados e acolhidos na sociedade.
Além disso, esse processo gera outro efeito colateral igualmente nocivo: a banalização da dor psíquica. Quando diagnósticos se tornam memes, metáforas ou adjetivos depreciativos, eles perdem sua função de ferramenta clínica e se transformam em instrumentos de violência simbólica. Isso não apenas invalida o sofrimento real de quem vive esses transtornos, como também alimenta a ideia equivocada de que transtornos psicológicos são simples defeitos de personalidade, escolhas morais ou manifestações de perversidade.
A consequência desse fenômeno é dupla: por um lado, pessoas que realmente precisariam buscar ajuda psicológica ou psiquiátrica podem evitar esse caminho por medo da estigmatização. Por outro, indivíduos que não possuem esses transtornos acabam utilizando esses rótulos como justificativa para comportamentos disfuncionais, o que enfraquece ainda mais o discurso sério sobre saúde mental.
6. Quando a palavra molda realidade: a responsabilidade simbólica da arte e da comunicação
A linguagem não é neutra. Cada palavra escolhida, cada metáfora construída e cada narrativa propagada carrega, consciente ou inconscientemente, um campo simbólico que molda realidades. Na comunicação de massa, isso se torna ainda mais potente, pois não apenas reflete, mas também influencia diretamente a forma como a sociedade percebe a si mesma, aos outros e ao mundo.
A utilização de termos técnicos da psicologia como xingamentos ou simplificações narrativas não é apenas uma escolha estética ou poética. Ela representa um posicionamento ético — consciente ou não — sobre quais discursos são validados, quais dores são transformadas em mercadoria e quais sujeitos são apagados, marginalizados ou desumanizados no processo. Quando uma música transforma o termo “narcisista” em um rótulo pejorativo, ela não está apenas descrevendo um comportamento. Ela está contribuindo para a construção de um imaginário coletivo onde determinadas expressões do sofrimento psíquico são vistas como falhas de caráter, como desvios morais ou como motivo de ridicularização pública.
Essa operação simbólica tem efeitos profundos, tanto no campo subjetivo quanto no social. Ela alimenta ciclos de violência emocional, invalidação do sofrimento, aumento do isolamento psíquico e enfraquecimento das redes de apoio. Além disso, enfraquece os movimentos sociais e clínicos que lutam há décadas pela desestigmatização dos transtornos mentais e pela construção de uma cultura de cuidado, acolhimento e empatia.
A responsabilidade da arte e da comunicação, portanto, vai muito além da estética. Ela é, antes de tudo, uma responsabilidade simbólica. Quem comunica, quem escreve, quem canta, quem narra, ocupa um lugar de influência no imaginário coletivo e, consequentemente, na construção da realidade social. E é justamente por isso que escolhas narrativas superficiais, estigmatizantes e capacitistas não podem mais ser naturalizadas ou aceitas como “apenas entretenimento”. Porque a palavra não é só palavra. A palavra é campo, é espelho, é feitiço — e, portanto, molda mundos.
Quando a Arte Fere: o compromisso Ético que a cultura precisa assumir
Diante da análise proposta, torna-se inegável que a forma como a indústria cultural — especialmente a musical — tem se apropriado de conceitos ligados à saúde mental não é apenas superficial, mas também eticamente questionável e socialmente danosa. O uso de termos técnicos como recursos estéticos, narrativos ou metafóricos, quando realizado de forma irresponsável, não contribui para a conscientização, nem para a educação emocional do público. Pelo contrário, ele reforça estigmas, perpetua desinformação e colabora ativamente para a manutenção de uma cultura capacitista, patologizante e profundamente violenta do ponto de vista simbólico.
A música “Narcisista”, analisada ao longo deste artigo, não é um caso isolado. Ela representa, na verdade, um sintoma de um problema estrutural muito maior, que envolve a banalização da dor psíquica, a espetacularização do sofrimento e a conversão de diagnósticos clínicos em produtos culturais, completamente destituídos de sua complexidade, de sua seriedade e de seu contexto original. Este fenômeno não se limita às escolhas individuais de artistas ou compositores, mas reflete uma lógica de mercado que transforma tudo em mercadoria — inclusive o sofrimento humano.
Frente a esse cenário, torna-se urgente e necessário que profissionais da saúde mental, pesquisadores, produtores de conteúdo e agentes culturais assumam uma postura ativa na desconstrução desses discursos. A informação de qualidade, o compromisso com a ética na comunicação e a valorização de narrativas que promovam empatia, acolhimento e consciência são, hoje, mais do que uma escolha — são uma responsabilidade coletiva.
Por fim, é fundamental compreender que a arte tem, sim, o poder de transformar, de curar, de educar e de sensibilizar. Mas, quando desconectada da responsabilidade simbólica que carrega, ela também pode ferir, adoecer e perpetuar ciclos de violência invisível. É exatamente por isso que repensar o papel da comunicação, da música e da cultura na construção dos imaginários sociais não é um exercício teórico, nem uma pauta restrita a especialistas. Trata-se, antes, de um compromisso ético com a construção de um mundo mais consciente, mais empático e mais digno para todas as subjetividades — sobretudo para aquelas que, historicamente, foram silenciadas, marginalizadas e transformadas em alvo de piada, desinformação e preconceito.
LEIA MEU ARTIGO ACADÊMICO SOBRE O NARCISISMO
Um estudo que não é só sobre psicologia. É sobre cultura, linguagem, simbologia, ética e responsabilidade coletiva.
Este artigo nasce da intersecção entre psique, cultura e espiritualidade, trazendo uma análise profunda sobre como o narcisismo é compreendido — e frequentemente distorcido — na sociedade contemporânea. Ao longo de mais de 35 páginas, percorremos uma jornada que atravessa mitologia, psicologia analítica, teoria do desenvolvimento, neuropsicologia, psicopedagogia, análise cultural e leitura simbólica.
Mais do que uma análise acadêmica, este trabalho é um convite para refletir sobre como as palavras moldam realidades, como a cultura de massa produz e reproduz estigmas, e como os discursos que consumimos diariamente — na música, na mídia, nas redes — impactam diretamente a forma como percebemos a saúde mental, as relações, a subjetividade e, sobretudo, o outro.
Se você se interessa por psicologia, simbologia, comportamento humano, desenvolvimento emocional, comunicação, cultura e, principalmente, por construir um mundo onde a informação gere consciência — e não adoecimento —, este material é pra você.
Brunna Melo — Estratégia com alma, palavra com presença
Brunna Melo é estrategista de conteúdo, revisora, copywriter e guardiã de narrativas que curam. Atuou por uma década na educação pública, onde aprendeu, na prática, que toda comunicação começa com escuta. Sua trajetória une técnica e intuição, método e magia, estrutura e sensibilidade.
Formada em Relações Internacionais, mas também com formação técnica em Recursos Humanos e Secretariado, Brunna carrega ainda em seu percurso a pós-graduação em Diplomacia e Políticas Públicas e cursa a licenciatura em Psicopedagogia. Dos 16 aos 26 anos trabalhou na rede pública de Itapevi, onde desenvolveu um olhar atento às subjetividades, à inclusão e à palavra como ferramenta de transformação. Em 2019, realizou intercâmbio em Montreal, no Canadá, onde consolidou sua fluência em francês, inglês e espanhol, ampliando sua visão multicultural e espiritual.
Hoje, Brunna integra SEO técnico, copywriting consciente e comunicação simbólica para marcas e pessoas que desejam crescer com base, respeitando o tempo de quem lê e a verdade de quem escreve. Atua em projetos nacionais e internacionais com foco em posicionamento estratégico, revisão acadêmica, produção de conteúdo e construção de autoridade orgânica com profundidade e coerência.
Mas sua atuação vai além da técnica. Brunna é bruxa de alma antiga, com forte ligação à ancestralidade, aos ciclos e à linguagem como portal. Sua escrita é ritualística, sua presença é intuitiva e seu trabalho parte do princípio de que comunicar é também cuidar — é criar campos de confiança, abrir espaço para o sagrado e firmar digitalmente o que o corpo muitas vezes não sabe nomear.
Mãe, mulher neurodivergente, educadora e artista, Brunna transforma vivências em matéria-prima para narrativas com sentido. Seus textos não são apenas bonitos — são precisos, respeitosos, vivos. Acredita que conteúdo de verdade não serve só para engajar, mas para construir pontes, evocar arquétipos, gerar impacto real e deixar legado.
Atualmente, colabora com agências e marcas que valorizam conteúdo com presença, estratégia com alma e comunicação como campo de cura. E continua firmando um só compromisso: que toda palavra escrita esteja a serviço de algo maior.







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