Lançada em 2022, na Turquia, a série Uma Nova Mulher (Another Self), disponível na Netflix, tem conquistado o público brasileiro — especialmente o feminino — ao apresentar uma narrativa que mescla drama, espiritualidade e autoconhecimento com delicadeza e profundidade. A história acompanha a jornada de três amigas em momentos distintos da vida: Ada, interpretada por Tuba Büyüküstün, é uma médica racional que tenta manter o controle de tudo; Sevgi, vivida por Boncuk Yılmaz, enfrenta um câncer reincidente enquanto mergulha em memórias emocionais profundas; e Leyla, personagem de Seda Bakan, é leve, intuitiva, em um relacionamento tóxico e já em conexão com o invisível – vale lembrar que ela está grávida e nesse momento, nas tradições espirituais antigas, a mulher se conecta diretamente com o etéreo pois está gerando o veículo que abrigará outro ser espiritual.
O elenco também conta com Murat Boz, no papel de Toprak, figura central no processo de despertar amoroso de Ada; Aytaç Şaşmaz, como o sensível e gentil Diyar; e Serkan Altunorak, que interpreta Selim, engenheiro e marido de Ada, representando o mundo da razão, da estabilidade aparente e da lógica cartesiana.
O título internacional da série, Another Self, revela desde o início sua proposta simbólica: o nascimento de um novo “eu” a partir da desconstrução do que antes parecia inabalável. O que vemos na tela, no entanto, vai muito além de um drama com tintas existenciais. Para quem assiste com olhos espiritualmente despertos, a obra revela-se como um espelho da bruxaria moderna universalista — aquela que não precisa se declarar como tal, mas que se manifesta no corpo, na ancestralidade, nos símbolos sutis e nas relações entre passado, presente e futuro.
Referências explícitas a figuras como a deusa Atena, símbolos como a árvore da vida, menções a Freud, Carl Jung e ao livro Não Começou com Você (de Mark Wolynn), práticas corporais como a reflexologia e terapias de expansão com base em constelações familiares revelam que a série está o tempo todo entrelaçando psicologia, espiritualidade e magia ancestral.
Este artigo tem como proposta revelar, com sensibilidade e profundidade, os códigos simbólicos presentes em Uma Nova Mulher — códigos que falam diretamente com a jornada de tantas mulheres que, como Ada, Leyla e Sevgi, foram chamadas pelo caos, pela dor ou pela dúvida a expandir, curar e lembrar de quem são.
Três mulheres e o chamado espiritual: quando o invisível pede passagem
A força da série Another Self reside na delicadeza com que retrata o despertar espiritual feminino através de três arquétipos encarnados nas protagonistas. Ada, Sevgi e Leyla não são apenas amigas — elas representam aspectos internos que se completam e que costumam aparecer na jornada de cura de muitas mulheres. Ada, a médica cética e controladora, está desconectada do sentir. Sevgi, doente e emocionalmente fragilizada, é o corpo em colapso, clamando por reconciliação. Leyla, expansiva e intuitiva, é a ponte entre o visível e o invisível, aquela que já ouve os chamados da alma.
É Leyla quem conduz as amigas à primeira cena ritualística da série: no minuto 15 do primeiro episódio, as três estão em um antigo templo dedicado à deusa Atena. É ali que elas fazem uma oração, pedindo proteção para a saúde de Sevgi e também para resolverem questões amorosas e financeiras. A escolha da deusa não é aleatória — Atena é símbolo da sabedoria estratégica, da mulher que articula o sagrado e o racional, da que guerreia com inteligência. A cena inicia simbolicamente a travessia das três mulheres por caminhos espirituais que unem fé, memória, corpo e ancestralidade.
Mais do que apenas um passeio turístico, esse momento se revela como um ritual moderno de invocação. A série, sutilmente, apresenta a espiritualidade feminina não como uma conversão religiosa, mas como um retorno à escuta. E é nesse ponto que a narrativa começa a tocar o território da bruxaria moderna: as três mulheres, cada uma com sua dor e seu desejo, se colocam em posição de abertura para algo que não controlam — o invisível começa a pedir passagem.
Essa entrega se torna ainda mais evidente quando elas aceitam seguir até a propriedade de Zaman, o líder espiritual que conduz as práticas chamadas de “expansão”. Ada, apesar do ceticismo, sente o chamado. Sevgi, motivada pelo desespero da doença. Leyla, como canal e guia. O triângulo entre elas ativa uma energia coletiva ancestral que — como nas antigas histórias de bruxas, curandeiras e sacerdotisas — só se manifesta quando as mulheres se unem com um propósito sagrado. Não é uma série sobre religião. É uma série sobre despertar. E despertares verdadeiros raramente acontecem sozinhos.
Zaman, a árvore da vida e a cura através do corpo
A chegada à propriedade de Zaman marca o início da transição simbólica entre o mundo externo e o espaço sagrado. A primeira imagem marcante é o símbolo da árvore da vida, posicionado logo na entrada. Esse arquétipo milenar aparece em diversas tradições espirituais como representação da ligação entre céu, terra e submundo — um eixo que conecta passado, presente e futuro. Não à toa, é nesse cenário que as protagonistas iniciarão o processo de cura de suas dores ancestrais, mesmo sem saber.
Zaman é apresentado como um líder espiritual, carismático e amoroso, com uma sabedoria que transcende religiões. Seu nome soa como “xamã”, e sua função na narrativa se aproxima exatamente disso: um condutor de rituais que misturam práticas terapêuticas com saberes antigos. Ele coleciona artefatos de múltiplas etnias e cosmovisões, como se seu templo fosse um ponto de convergência espiritual entre diversas culturas. Quando Ada, Leyla e Sevgi chegam, ele está comendo romã — fruta sagrada ligada à fertilidade, ao submundo e ao renascimento, especialmente nas mitologias mediterrâneas.
Zaman inicia seu contato com Sevgi com uma pergunta simples e profunda: como foi a trajetória do câncer? Ela revela que começou no fígado após a morte traumática do pai e depois de anos ele retornou em outras partes do corpo. Nesse momento, Zaman toca a mão direita de Sevgi e pressiona um ponto específico, segundo os princípios da reflexologia palmar. A cena passa rápido, mas carrega um saber ancestral: o fígado está associado, na medicina chinesa e nas terapias energéticas, ao acúmulo de raiva, mágoa e ressentimento — justamente o que Sevgi carrega desde a perda do pai. A mão direita, lado do fazer e da ação no mundo, recebe o toque, como se o corpo estivesse contando o que a mente havia negado por anos.
Essa cura que parte do corpo não é aleatória. É uma prática profundamente conectada à espiritualidade contemporânea, que entende o corpo como canal de expressão da alma. O toque na mão ativa memórias emocionais que a fala não alcança. Nesse gesto silencioso, Zaman não apenas acolhe a dor de Sevgi, mas a convoca para o ritual: a cura não virá da medicina convencional, mas da reconexão com o que foi silenciado.
A propriedade de Zaman, com seus símbolos, elementos e silêncio ritual, se torna então um espaço de transição energética. E o corpo — através de suas dores, órgãos e lembranças — se torna o primeiro altar.
Expansão, constelação e regressão: os rituais disfarçados de terapia
Zaman nomeia suas práticas como “Expansão”, termo que sugere a ampliação da consciência e a abertura para algo que transcende o eu racional. Ada, mesmo resistente, sente o chamado — e é justamente aí que mora um dos principais marcos do despertar espiritual: quando tudo aquilo que parecia sólido começa a desmoronar para que o que é verdadeiro possa emergir. A vida dela está em ordem aos olhos externos, mas algo essencial está em colapso silencioso. A espiritualidade, nesses casos, não pede licença — ela entra em cena com a força de uma avalanche.
As práticas conduzidas por Zaman não seguem o molde de uma única vertente terapêutica. Elas têm formato de constelação familiar, com pessoas presentes representando figuras ancestrais ou familiares, como numa dramatização guiada. Há também uma dimensão de regressão espiritual, já que os participantes acessam memórias do passado que continuam operando energeticamente no presente. Mas, ao contrário das técnicas tradicionais de regressão ou hipnose, o que se vê na série é algo mais ritualístico, mais performático, quase xamânico.
Esse estilo de condução pode causar estranhamento, especialmente em quem está habituado à rigidez das terapias convencionais. No entanto, ele ecoa práticas milenares de cura por meio do teatro sagrado, da escuta coletiva e da incorporação simbólica. Ainda que não sejam nomeadas como tal, essas sessões carregam todos os elementos da bruxaria moderna universalista: resgate de memórias transgeracionais, cura pelo corpo e pela fala, reconciliação com figuras familiares, acolhimento das sombras e ativação da escuta interna.
Nesse ambiente de expansão, Ada começa a viver seu próprio colapso estruturado: o que antes funcionava deixa de fazer sentido. Sua descrença não a protege mais. Como acontece em muitos despertares, a espiritualidade a chama pela dor, desmanchando aquilo que era confortável, mas não era verdadeiro — como seu casamento ou trabalho. Enquanto isso, Sevgi se aprofunda no processo de cura e Leyla se revela cada vez mais como guia intuitiva, mas também como quem precisa olhar para suas próprias feridas.
É importante frisar: o que Zaman faz não é encenação, nem manipulação emocional. É ritual. É um tipo de magia energética que se dá no campo do invisível. E isso, para quem conhece os caminhos da bruxaria moderna, não é novidade — é reconhecimento. Ali, o sagrado está operando, mesmo que não use esse nome.
Rituais, memórias e mulheres bruxas: o resgate da ancestralidade
A conexão com a ancestralidade é um dos fios condutores mais poderosos da série Another Self, e é através das figuras femininas mais velhas — especialmente a mãe de Sevgi — que essa sabedoria começa a emergir de forma simbólica e direta. Ainda no primeiro episódio, por volta do minuto 40, ao receber as três amigas na casa alugada, a mãe de Sevgi as chama carinhosamente de “minhas bruxas”. A fala, que poderia passar despercebida, é na verdade uma das declarações mais reveladoras de toda a trama. Porque é isso que elas estão se tornando: bruxas modernas, mulheres despertas, reunidas em círculo, partilhando feridas e transmutando dores em consciência.
A mãe de Sevgi, ao longo da série, realiza diversos rituais e simpatias — sempre com intuição, fé e conexão prática. São pequenos gestos cotidianos, mas carregados de intenção: defumações, bênçãos, orações, arranjos de proteção e rituais para atrair prosperidade. Tudo isso sem precisar de nome, sem formalidade religiosa. É o saber das avós, das mulheres que sempre sustentaram o invisível com a força da repetição, da escuta e do toque.
Esse campo de sabedoria se expande quando Leyla acende velas para a avó que partiu — um gesto simples, mas profundamente simbólico. Ao fazer isso, ela não apenas homenageia, mas cria uma ponte espiritual com a linhagem feminina que veio antes. O luto, na série, é sempre mais do que tristeza: é chave para acessar dores que foram herdadas e nunca curadas.
Ada, por sua vez, descobre que teve uma tia assassinada — um segredo familiar que ecoa por gerações. Ao entrar em contato com essa memória, ela compreende que o trauma não era só dela, e que os ecos do que não foi dito continuam atuando nas estruturas invisíveis da família. A ausência de uma boa relação com a própria mãe, aliás, aparece como um dos principais bloqueios espirituais que Ada precisa enfrentar. Em muitas tradições esotéricas e terapias sistêmicas, a desconexão com a mãe biológica representa um entrave direto à prosperidade, à saúde emocional e à leveza da caminhada.
Assim, ao unir rituais caseiros, histórias silenciadas, feridas herdadas e reconexão entre gerações, a série escancara um dos fundamentos da bruxaria moderna: o resgate do feminino ancestral como caminho de cura e reconexão com o próprio destino. A magia aqui não está na forma, mas na memória que pulsa.
Polaridades, espelho e chamas gêmeas: Ada e Toprac como símbolo
A relação entre Ada e Toprac é, à primeira vista, um reencontro amoroso mal resolvido. Mas quem observa com sensibilidade espiritual logo percebe: há ali uma dinâmica muito mais profunda em jogo. O que a série apresenta, ainda que de forma sutil, é a clássica dança energética das chamas gêmeas — arquétipos espirituais de polaridades complementares que se reencontram para curar, espelhar e transformar.
O que torna essa leitura ainda mais evidente é o modo como a série inverte, ao longo dos episódios, o comportamento de cada um, como se eles estivessem trocando de função energética. Em alguns momentos, Toprac se afasta, foge, representa a figura da chama “corredora”, enquanto Ada permanece presente, emocionalmente aberta, acolhedora. Em outros, é Ada quem se retrai, recua, tenta racionalizar a conexão, enquanto Toprac está mais entregue. Essa inversão de polaridades, tão comum nos encontros de chamas gêmeas, é representada inclusive pela estética dos personagens — e esse detalhe visual é uma das marcas mais geniais da narrativa.
Quando Ada está mais receptiva, mais madura emocionalmente, seu cabelo está curto: um símbolo da mulher que já queimou parte das ilusões e está mais próxima de sua verdade. Nesse mesmo período, Toprac aparece com cabelo comprido, o que sugere que ele está energeticamente em contato com o feminino interno, talvez mais disposto a se render ao vínculo. Mais adiante, quando Ada se torna a parte que se distancia, que resiste ao vínculo por medo de se perder novamente, seu cabelo está comprido — e Toprac, por sua vez, aparece de cabelo curto, assumindo o papel do que corre atrás, da energia mais ativa. Essa dança simbólica não é sobre aparência, mas sobre frequência: o cabelo, como extensão energética do campo, sinaliza mudanças internas que os corpos ainda não verbalizaram.
A relação dos dois é um espelho: cada um vê no outro o que precisa integrar. E como toda jornada de chamas gêmeas, esse reencontro não serve apenas ao romance — serve à expansão. Serve para empurrar o ego para fora das zonas de conforto, para obrigar os envolvidos a olharem para suas dores de abandono, controle, orgulho, medo de amar. Ada não estaria pronta para a “expansão” sem esse espelho emocional. E Toprac, por sua vez, também precisa rever o que ele mesmo projeta, espera e teme.
A série não romantiza esse tipo de vínculo. Ela o apresenta como ele é: intenso, desafiador, transformador — e, muitas vezes, inevitável. Porque algumas almas não se reencontram para viver um conto de fadas, mas para lembrar quem são.
Se a jornada de Ada é guiada pela polaridade entre razão e amor, os relacionamentos de Sevgi e Leyla revelam outras camadas da cura feminina — aquelas que tocam o terreno invisível da autoestima, do abuso emocional e da reconstrução interna.
Sevgi, fragilizada pela doença e pelo abandono emocional de si mesma, representa a mulher que precisou ser forte demais por muito tempo. Sua maior relação na série não é com um parceiro, mas com o próprio corpo, que colapsa para obrigá-la a olhar para suas emoções negadas. Seu processo afetivo mostra uma verdade espiritual muitas vezes negligenciada: não existe cura sem amor-próprio. Sevgi precisa, antes de qualquer romance, reaprender a se amar, a receber cuidado e a aceitar ser sustentada emocionalmente — sem culpa, sem submissão e sem carregar sozinha o peso da linhagem.
Já Leyla expõe com coragem um tema ainda mais profundo: a prisão emocional de um relacionamento abusivo com um narcisista. Seu marido a trai repetidas vezes, humilha, distorce fatos e a manipula emocionalmente — e ainda assim ela encontra dificuldade para se libertar. Isso não é fraqueza nem dependência superficial: é vínculo traumático, uma dinâmica muito comum entre mulheres compassivas e intuitivas que, antes de despertarem completamente, acreditam que o amor pode “salvar” o outro. Leyla representa a mulher que carrega a missão ancestral de quebrar ciclos de opressão afetiva, e sua libertação — que a série ainda prepara — não é apenas individual; é coletiva. Muitas mulheres vão se reconhecer nela, porque toda consciência espiritual verdadeira exige coragem emocional para romper pactos invisíveis de dor.
Se Ada aprende a se render ao amor verdadeiro, Sevgi aprende a ser fiel a si mesma e Leyla aprende a se libertar do amor que aprisiona. Juntas, elas mostram que espiritualidade sem transformação de vínculos não é despertar — é fuga.
O feitiço estava nos detalhes o tempo todo
Another Self poderia facilmente ser interpretada como uma série dramática sobre saúde, amizade e autoconhecimento. Mas para quem tem os olhos despertos — os olhos que veem além da superfície — o que se revela ali é um verdadeiro tratado audiovisual sobre a bruxaria moderna universalista: aquela que não precisa se nomear como tal, porque se manifesta no gesto, no símbolo, na memória e no corpo. O feitiço estava ali o tempo todo, escondido nos detalhes: no templo de Atena, nas simpatias da mãe de Sevgi, no toque reflexológico na mão, nas velas acesas para os mortos, nos cabelos que mudam para sinalizar o movimento das polaridades internas.
A série não apresenta rituais de feitiçaria formal, nem ritos pagãos explícitos. E talvez seja justamente por isso que ela acerta tanto. Porque o que ela propõe é um reencontro com o que sempre esteve presente — com o sagrado que habita o cotidiano, com o invisível que sussurra através do corpo e com o chamado que muitas mulheres sentem, mas ainda não nomearam. A magia aqui não está nos feitiços externos, mas no reconhecimento interno. No gesto de olhar para trás e entender que as feridas herdadas não precisam mais comandar o presente.
É também nesse ponto que a série faz uma ponte valiosa com os saberes psicanalíticos. Freud e Carl Jung são mencionados em vários momentos pelos personagens, indicando que o inconsciente, os sonhos e os arquétipos são reconhecidos como portas de entrada para a alma. A obra também referencia diretamente o livro “Não Começou com Você”, de Mark Wolynn, um clássico da psicologia sistêmica moderna que mostra como os traumas de nossos ancestrais continuam nos afetando — algo que a bruxaria ancestral sempre soube, mas que agora ganha linguagem científica e contemporânea.
A bruxaria moderna, como se apresenta em Uma Nova Mulher, é profundamente política e pessoal. Ela é a reconciliação com a ancestralidade, o rompimento com os pactos silenciosos de dor, a coragem de nomear o que ficou guardado por gerações. É a lembrança de que a cura não vem apenas do que é dito, mas do que é sentido, encarnado, vivido em presença.
Para muitas mulheres, assistir a essa série é como acender uma vela interna. Um lembrete de que ser bruxa não é vestir um arquétipo, mas lembrar que já se é. É sentir que a espiritualidade não está no distante, mas no agora — nas amizades que curam, nas lágrimas que lavam, nas mãos que tocam o ponto exato onde a dor se esconde. E talvez, como Ada, Leyla e Sevgi, muitas de nós estejamos prontas para expandir — não para um outro mundo, mas para dentro do nosso próprio. Com tudo o que somos. Com tudo o que lembramos. Com tudo o que já sabemos, mesmo que tenham tentado apagar.
Brunna Melo — Estratégia com alma, palavra com presença
Brunna Melo é estrategista de conteúdo, revisora, copywriter e guardiã de narrativas que curam. Atuou por uma década na educação pública, onde aprendeu, na prática, que toda comunicação começa com escuta. Sua trajetória une técnica e intuição, método e magia, estrutura e sensibilidade.
Formada em Relações Internacionais, mas também com formação técnica em Recursos Humanos e Secretariado, Brunna carrega ainda em seu percurso a pós-graduação em Diplomacia e Políticas Públicas e cursa a licenciatura em Psicopedagogia. Dos 16 aos 26 anos trabalhou na rede pública de Itapevi, onde desenvolveu um olhar atento às subjetividades, à inclusão e à palavra como ferramenta de transformação. Em 2019, realizou intercâmbio em Montreal, no Canadá, onde consolidou sua fluência em francês, inglês e espanhol, ampliando sua visão multicultural e espiritual.
Hoje, Brunna integra SEO técnico, copywriting consciente e comunicação simbólica para marcas e pessoas que desejam crescer com base, respeitando o tempo de quem lê e a verdade de quem escreve. Atua em projetos nacionais e internacionais com foco em posicionamento estratégico, revisão acadêmica, produção de conteúdo e construção de autoridade orgânica com profundidade e coerência.
Mas sua atuação vai além da técnica. Brunna é bruxa de alma antiga, com forte ligação à ancestralidade, aos ciclos e à linguagem como portal. Sua escrita é ritualística, sua presença é intuitiva e seu trabalho parte do princípio de que comunicar é também cuidar — é criar campos de confiança, abrir espaço para o sagrado e firmar digitalmente o que o corpo muitas vezes não sabe nomear.
Mãe, mulher neurodivergente, educadora e artista, Brunna transforma vivências em matéria-prima para narrativas com sentido. Seus textos não são apenas bonitos — são precisos, respeitosos, vivos. Acredita que conteúdo de verdade não serve só para engajar, mas para construir pontes, evocar arquétipos, gerar impacto real e deixar legado.
Atualmente, colabora com agências e marcas que valorizam conteúdo com presença, estratégia com alma e comunicação como campo de cura. E continua firmando um só compromisso: que toda palavra escrita esteja a serviço de algo maior.







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